X-Men Origens: Wolverine

Direção: Gavin Hood

Elenco: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Ryan Reynolds, Dominic Monaghan, Patrick Stewart, Kevin Durand, Taylor Kitsch

X-Men Origins: Wolverine, EUA, 2009, Aventura, 107 minutos, 12 anos

Sinopse: A Equipe X é formada apenas por mutantes, tendo fins militares. Entre seus integrantes estão Logan (Hugh Jackman), o selvagem Victor Creed (Liev Schreiber), o especialista em esgrima Wade Wilson (Ryan Reynolds), o teleportador John Wraith (Will i Am), o atirador David North (Daniel Henney), o extremamente forte Fred J. Dunes (Kevin Durand) e ainda Bradley (Dominic Monaghan), que manipula eletricidade. No comando está William Stryker (Danny Huston), que envolve alguns componentes do grupo no projeto Arma X, um experimento ultra-secreto. Entre eles está Logan, que precisa ainda lidar com o desfecho de seu romance com Raposa Prateada (Lynn Collins).

“É uma pena que o filme de Gavin Hood seja uma grande decepção, já que tinha potencial para um resultado bem melhor do que o alcançado.”

De todos as séries de quadrinhos já transpostas para o cinema, X-Men é a que tem os personagens mais interessantes. São figuras curiosas e que dotam a série de boa ação. Mas nunca apóio a ideia de filmes derivados de outros filmes. Ou seja, não aprovei desde o início as intenções de X-Men Origens: Wolverine. É muito complicado criar um filme solo sobre determinado personagem e, quando não trabalhado da maneira correta, sai dos trilhos. É o caso desse péssimo filme do diretor Gavin Hood, que possui uma história faquíssima.

Hugh Jackman pode até ser uma pessoa simpática e estar em alta no mundo hollywoodiano, mas nem ele consegue salvar o resultado do filme solo do herói Wolverine. Gavin Hood aplica doses cavalares de adrenalina, efeitos e explosões. Isso faz com que o longa ao menos satisfaça como um blockbuster? Não necessariamente. A ação funciona até determinado ponto. O problema é que o filme começa a exagerar e os saltos-com-gravidade-zero ou as acrobacias do protagonista soam mais constrangedoras que as lutas de salto alto de As Panteras – Detonando. O problema é que a aventura das garotas não se leva a sério. X-Men Origens: Wolverine se leva.

Alternando momentos sombrios (que incitam seriedade) e outros bem infantis, a produção do diretor Gavin Hood é um fracasso. Jogos vergonhosos de câmera e cenas constrangedoras (alguém me explica o que é aquela tomada vergonhosa da luta com um homem super obeso?!) surgem de uma direção descuidada, que ainda comete o erro de escolher péssimos coadjuvantes como o exagerado Liev Schreiber. A aventura pode até agradar em alguns momentos de ação, mas fica difícil ter bom espírito com um filme tão comercial e mal conduzido como esse, que parece ter sido feito às pressas.

FILME: 4.5

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14 comentários em “X-Men Origens: Wolverine

  1. Pingback: Retrospectiva 2009: Parte 4 « Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos

  2. achei divertido, apenas divertido e completamente esquecivel, rsss naum é desses q ue vc qer colecionar, não chega aops pés da importancia do personagem. Mas as cenas de ação sim valem a pena, e só.

    Abraço!!

  3. Fred Burle, parece que “Wolverine” foi feito às pressas, até porque os efeitos de vez em quando parecem mal feitos…

    Vinícius
    , não assisti “Tsotsi”, mas detestei todos os trabalhos de direção do Gavin Hood até agora.

    Régis
    , eu não tenho a mínima simpatia pelo Liev!

    Kamila
    , eu achei ele péssimo!

    Wally
    , acho que a única coisa que eu admirei no filme foram os créditos iniciais, perfeitos esteticamente!

    Brenno
    , por incrível que pareça eu acho que nem a trama é boa. O filme já começou perdido em sua história, quando entrou nela piorou mais ainda.

    Pedro, concordo!

    Alex, já eu considero “Wolverine” um dos piores do ano até agora. E tomate no Liev mesmo! “As Panteras – Detonando” é muito divertido, eu gosto do filme!

    Mark, a cena do homem obeso foi pavorosa. E o professor Xavier parecia um figurante =P

    Mayara
    , fuja desse filme…

  4. Realmente é um filme muito fraco, mas eu até me empolguei com o final quando aparece o professor Xavier, mas devo confessar que achei vergonhoso muitas coisas, inclusive a luta com o homem super obeso.

  5. O filme é bem ruinzinho mesmo, embora não o considere um dos piores do ano. E o pessoal anda defendendo demais o Liev Schreiber neste filme sem merecer. Tomate nele! Ah, e eu ADORO “As Panteras – Detonando” :P

  6. Pingback: X-Men Origens: Wolverine - Rodrigo Ghedin

  7. Eu gostei de Schreiber e de uma ou outra coisa. Mas de resto, concordo com tu! Filme bem meh.

    Nota 5.0

    Ciao!

  8. Vou discordar de você num ponto: Liev Schreiber foi uma das melhores escolhas deste filme. Ele não está exagerado. Pelo contrário, foi um excelente antagonista e conseguiu roubar a cena do Hugh Jackman.

    Quanto ao filme em si: ele só se transformou naquilo que eu esperava quando Logan virou, definitivamente, Wolverine.

  9. Concordo com quase tudo… achei o Liev um dos poucos saldos positivos do filme. Adoro o Liev em qualquer configuração, e neste filme, gostei muito da atuação dele.

  10. Realmente esse filme não teve uma recepção favorável, afinal foram raros os comentários positivos a seu respeito. De qualquer forma, ainda espero conferir em breve. Pena que o Gavin Hood não está fazendo uma boa carreira nos Estados Unidos…

  11. Assino embaixo, Mateus.
    Outra coisa que achei incoerente: eles deram a desculpa de que contariam “a origem do Wolverine”, mas o início de tudo, que foi a época dele na guerra, foi reduzido aos créditos de abertura, pra depois já partirem pra pancadaria. Muito barulho para injetar a adrenalina no público, que sai da sessão com uma sensação errada de que foi um filme divertido, mas que se não estivermos com A maior boa-vontade do mundo, nem divertido o filme consegue ser.
    Que bom que você também reparou no mal acabamento do filme. Isso me incomodou demais.

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