Últimas Trilhas Sonoras

Quantum Of Solace, por David Arnold

Tá bom, a canção-tema chamada Another Way To Die é um significativo desastre em um filme decepcionante. Mas a trilha realizada por David Arnold é um dos pontos altos dessa continuação de Cassino Royale. Arrisco até a dizer que a trilha é até bem superior – mais utilizada, apropriada em diversos momentos e com ótimas composições. Se o filme tem vários aspectos semelhantes com a trilogia Bourne, ao menos a trilha consegue não ter nada parecido. É original, sendo um exemplar trabalho para um filme de ação. Merecia mais reconhecimento e apreço dos cinéfilos.

Vicky Cristina Barcelona, por Vários

Não foi só nas imagens que Woody Allen acertou na ambientação espanhola para o seu mais novo filme, Vicky Cristina Barcelona. Na trilha também somos contagiados pela Espanha, e da forma mais agradável possível. Na música tema, Barcelona (que é até engraçada de tão divertida), assim como em todas as outras canções instrumentais (que não foram compostas especialmente para o longa, vale lembrar) somos contagiados por esse país. É fácil concluir que a trilha condiz com o filme em todos os aspectos, tornando-se então um trabalho musical muito agradável de se ouvir, longe do trabalho pesado realizado por Philip Glass no trabalho anterior de Allen.

Birth, por Alexandre Desplat

Lembro que tive uma época em que eu era fã de carteirinha de Alexandre Desplat. Mas depois de sua indicação ao Oscar ele caiu bastante no meu conceito, uma vez que as trilhas de A Bússola de Ouro e A Loja Mágica de Brinquedos são muito decepcionantes. Resolvi dar uma nova chance para o compositor e procurar antigos trabalhos dele. Felizmente fiquei satisfeito com o trabalho dele para o irregular Reencarnação, aquele filme com a Nicole Kidman que todo mundo na época odiou e hoje ninguém lembra mais. Pode ter até algumas passagens exageradas como Elegy, mas a trilha é um fator muito positivo do longa. Longe de ser memorável, mas com boa competência.

Little Children, por Thomas Newman

Esse foi um trabalho menos reconhecido do excelente Thomas Newman, que tem uma carreira brilhante. Com certeza, seu trabalho em Little Children não é um dos mais memoráveis de sua extensa carreira, mas possui composições brilhantes que validam uma ouvida na trilha. Fora do filme as canções funcionam até melhor, uma vez que algumas são muito anti-clímax (End Title, por exemplo, não combinou com o intimista desfecho do filme de Todd Field). Essa é uma trilha um pouco ligeira, com composições bem curtas. Contudo, é impossível não se maravilhar com alguns momentos de pura inspiração, como Pool Days. Só faltou o cd inteiro ter a mesma beleza.

In The Valley Of Elah, por Mark Isham

Muita gente detestou a trilha sonora de Mark Isham para Crash – No Limite. Mas é impossível negar a qualidade de outras duas trilhas sonoras dele após o filme de Paul Haggis. Seus trabalhos em Traídos Pelo Destino e aqui em No Vale das Sombras podem não ser nenhuma maravilha, mas são completamente adequados aos seus respectivos filmes. No último filme de Haggis, Isham preferiu um trabalho mais contido, mas nem por isso menos presente no longa. A trilha tem alguns momentos mais empolgantes, mas nunca chega a se tornar particularmente interessante. Competente dentro de suas limitações e bem adequada para o filme. Só precisava um pouquinho mais de inspiração, o que tinha bastante no cd de Crash – No Limite.

The Devil Wears Prada, por Theodore Shapiro

O setor musical de O Diabo Veste Prada é um dos melhores pontos do filme. Mas não a score. Se a coletânea com Madonna, U2, Moby e Alanis Morissette dá um perfeito tom pop para o longa, a score de Theodore Shapiro deixa a desejar. No filme ela é bem utilizada e tem excelentes momentos (Miranda Smiles no final, por exemplo, é um achado), mas decepciona separada. É um cd repetitivo e com um número exagerado de composições (são 31 ao todo). Enfim, divertida e condizente com o filme. Mas só na película ela alcança alguma notoriedade.

10 comentários em “Últimas Trilhas Sonoras

  1. Kau, não acho que a trilha de “Vicky Cristina Barcelona” seja óbvia. Mas concordo que ela não é original.

    Kamila, “Another Way To Die” é horrível! Só espero que a Academia não cometa o erro de indicá-la. Principalmente porque ignoraram a ótima “You Know My Name”.

    Gustavo
    , eu acho que a Nicole também valida uma espiada no filme, mesmo que não seja um grande desempenho.

    Vinícius, eu acho que a trilha de “Little Children” poderia ter mais presença no filme…

    Pedro, concordo contigo!

    Robson, das que você citou, a melhor é a de “Quantum Of Solace”.

    Léo o Nardo, eu também!

    Rafael, a trilha é um fator essencial nas cenas de ação de “Quantum Of Solace”, já que elas não são tão originais.

    Wally, Thomas Newman é ótimo, não?

  2. Excelentes trilhas. Minha preferida deve ser a de Pecados Íntimos, mas falta conferir a de Vicky.

    Ciao!

  3. A trilha de 007 é fantástica, eu diria que é o que mais empolga nas cenas de ação. A canção “Another Way to Die” é excelente. As outras trilhas eu não me apeguei muito. “Vicky Cristina Barcelona” eu ainda desconheço!

    Abraço!

  4. Não escutei nenhuma dessas trilhas dessa vez, mas acho que algumas funcionaram perfeitamente nos longas – como foi o caso de “Little Children” e “Birth”. Vi “Quantum of Solace” ontem e nem gostei tanto da trilha, acho que deve funcionar melhor sozinha mesmo – e “Another Way to Die” é ótima.

  5. Discordo um pouco quanto à trilha de Desplat para BIRTH, que considero memorável, e a única razão para eventualmente reassistir àquele filme!

    Cumps.

  6. Matheus, assim como você, eu ODIEI a música tema do novo filme do James Bond, “Another Way to Die”, mas acho que a trilha sonora de “Quantum of Solace” é até legal e funciona muito bem, por exemplo, na maravilhosa cena na ópera.

    Quanto aos outros títulos resenhados, conheço muito pouco a respeito de todos os CDs. Mas, vou discordar de você num ponto: o Alexandre Desplat, na minha opinião, não caiu de produção após receber sua indicação ao Oscar. As duas trilhas que você citou, ao analisar o trabalho dele “em Birth”, são do meu agrado.

  7. Matheus, a palavra que resume a trilha de Vicke é ÓBVIA. Um ritmo espanhol… rs. E aquela canção que toca no filme todo é chata demais.

    Não sei se você conhece a canção original de No Vale das Sombras. Chama-se “Lost” e é da genial Annie Lennox. Vale a pena conferir…

    E sobre O Diabo Veste Prada. Masmo as canções não sendo originais para o filme, as escolhas foram ótimas!

    Abraços.

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