A Força da Amizade

Direção: Christopher N. Rowley

Elenco: Jessica Lange, Kathy Bates, Joan Allen, Christine Baranski, Tom Skerritt, Tom Wopat, Laura Park

Bonneville, EUA, 2008, Drama, 92 minutos, Livre.

Sinopse: Quando a vida de Arvilla (Jessica Lange) vira do avesso ela decide chamar suas duas melhores amigas, Margene (Kathy Bates) e Carol (Joan Allen), para viajar pela estrada a bordo de seu Bonneville conversível. A dupla aceita o convite e, durante a viagem, elas conhcem paisagens deslumbrantes, aventuras inesperadas e o simpático caminhoneiro Emmett (Tom Skerritt), que logo se torna um pretendente.

Realizado de forma sem personalidade, A Força da Amizade é um longa que não funciona nem como um clichê do gênero – tem visual pobre e atuações desperdiçadas.”

Praticamente ninguém viu A Força da Amizade, retumbante fracasso nos Estados Unidos que não chegou a faturar nem 500 mil (sim, mil!) nas bilheterias. Também não é pra menos, o longa de estréia do diretor Christopher N. Rowley é um amontoado de clichês e situações incrivelmente repetitivas, que nunca conseguem sequer emocionar com seu drama enfadonho. Se o tema já é algo saturado (um road movie onde os personagens aprendem mais sobre a vida e sobre si mesmos), poderíamos ao menos assistir a um produto agradável dentro de certas limitações; mas não é o que acontece aqui. É fato que esse gênero é complicado por conta de suas constantes releituras, entretanto, ainda temos bons exemplares dele – como o maravilhoso Transamérica, por exemplo. A Força da Amizade não faz a mínima questão de ter um pingo de originalidade, e isso prejudica totalmente o seu resultado.

Se já é difícil compreender o porquê de tamanha bobagem descartável ter sido feita, mais difícil ainda é entender como nomes tão talentosos foram parar nesse projeto. Jessica Lange (com um rosto estranhamente desfigurado por causa de cirurgias plásticas) tem o ingrato papel da protagonista que acaba de perder o marido. Com as habituais cenas previstas para a personagem, Lange faz o que pode, mas não vemos qualquer profundidade ou uma emoção mais concreta em sua aparição. É nula a sua presença, assim como a neutralidade existente em Kathy Bates e Joan Allen, desperdiçadas durante todo o longa. Ainda podemos ver uma pequena participação de Christine Baranski, que recentemente divertiu em Mamma Mia! e de Tom Skerritt, o patriarca do seriado Brothers & Sisters.

Tomando um passo lento (os 92 minutos de duração aparentam muito mais), A Força da Amizade tem algumas boas passagens, especialmente aquelas em que estamos diantes das belas paisagens naturais da viagem e quando o roteiro exalta a amizade entre as personagens, embaladas por canções adequadas. Todavia, é muito pouco. Incrivelmente pouco. Falta personalidade e, principalmente, força.

FILME: 5.0

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10 comentários em “A Força da Amizade

  1. Bom, sinto discordar um pouco da crítica, pra mim bem exagerada. Assisti ao filme e gostei. Não é um clássico, não tem uma trilha ótima, mas vi com outros olhos e achei um belo tributo a amizade feminina. Mulheres sensíveis e comuns aprendendo sobre si mesmas. A fotografia também é maravilhosa. Não é um dos melhores filmes que já vi, porém valeu a pena tê-lo assistido.

  2. Kamila, eu também pensava a mesma coisa!

    Alex, acho que, diante dos atrativos do filme, o longa é sim um grande fracasso!

    Pedro, a Kathy erra de vez em quando sim (não precisava, por exemplo, fazer P.S. Eu Te Amo), mas ela está sempre ótima em seus papéis!

    Vinícius, eu só assisti porque eu não paguei para ver haha

    Wally, é muito comum mesmo, e nem consegue fazer uma reciclagem dos velhos clichês do gênero.

    Robson
    , acho que esse é o pior defeito que um filme pode ter!

    Kau
    , eu tinha esperanças com o filme por causa do elenco… Mas nem elas compensam os erros.

  3. Matheus, não vi este filme. Mas seu elenco é de arrepiar…
    Apesar de parecer clichê, é o tipo de história que eu gosto!
    Abraços.

  4. Parece ser muito comum. Não chegou aqui mas, se eu for vê-lo, verei apenas pelas atrizes.

    Ciao!

  5. Esse filme parece ser bem convencional mesmo e não sei se verei, mesmo com um elenco aparentemente tão bom. Quase sempre reprovo histórias com ‘lições de vida’ que deixam o espectador constrangido e parece ser o caso aqui.

  6. É raro ver Kathy Bates errando, e parece que aqui não é o caso. Como tu disse, ela foi desperdiçada, e isso é um ultraje.

    Abraço, Matheus!

  7. Matheus, assim como o Celso Sabadin, você foi bem duro com “A Força da Amizade”. Mas não acho que o filme possa ser considerado um fracasso pela sua baixa renda nas bilheterias. Por ser um filme de circuito limitado (ganhou aproximadamente 100 salas nos Estados Unidos) e por ter estreado num período que começava a surgir grandes blockbusters, a distribuidora internacional já tem uma estimativa de rendimento nas bilheterias, por menor que ela seja. Minha mãe já viu o filme e me disse muito bem dele. E pelo trailer parece apresentar uma boa história sobre companheirismo e autoconhecimento.

  8. Eu sempre vi o cartaz desse filme em uma das salas de cinema de minha cidade e pensei que, por causa do trio de atrizes centrais, este seria um longa assistível. Seu texto me prova o contrário!!!

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