Batman – O Cavaleiro das Trevas

Direção: Christopher Nolan

Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Gary Oldman, Michael Caine, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Morgan Freeman, Cillian Murphy

The Dark Knight, EUA, 2008, Ação, 155 minutos, 14 anos.

Sinopse: Após dois anos desde o surgimento do Batman (Christian Bale), os criminosos de Gothan City têm muito o que temer. Com a ajuda do tenente James Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart), Batman luta contra o crime organizado comandado pelo Coringa (Heath Ledger), um lunático sem identidade e nada a perder.

Batman – O Cavaleiro das Trevas é muito mais do que apenas a presença do marcante Heath Ledger como Coringa. É um aperfeiçoamento do volume anterior, em um longa adulto e que não tem praticamente nada de histórias em quadrinhos.”

Definir O Cavaleiro das Trevas como um blockbuster é um erro; ao menos é o que eu acho. É difícil defini-lo, só quem o assistir vai entender porquê. Não é nem bem uma aventura – tem toques de política, clima de investigação, tratamento de filme policial, situações cômicas e diálogos inteligentes. Unido a isso, temos o longa-metragem mais bem produzido na história das produções baseadas em quadrinhos. Tudo é muito sério e real, em todos os sentidos. Acreditamos no cenário (até porque Gothan City foi filmada em uma cidade de verdade, não em locações cenográficas), na ação e, principalmente, nos personagens. Uma coisa óbvia é que a morte de Heath Ledger serviu de válvula de escape para que o filme atraísse a atenção do mundo inteiro. Todavia, o longa é muito mais do que apenas a participação do ator. O Cavaleiro das Trevas tem muito mais a oferecer.

Pra começo de conversa eu quero fazer uma defesa ao Coringa de Jack Nicholson. Ultimamente, um bom número de fontes têm criticado o trabalho do veterano ator, alegando que o personagem criado mesmo nem se compara com o de Heath Ledger (falecido em janeiro desse ano). O que eu quero dizer é que são situações completamente distintas. Quase vinte anos se passaram e o tratamento do Batman mudou. Por isso não concordo com comparações, que não são cabíveis. Deixando isso de lado, tudo o que se falou de Heath Ledger é mesmo verdade. Eu, que nunca fui admirador do ator (nem no seu trabalho em O Segredo de Brokeback Mountain vejo alguma genialidade) não vou sequer ter a oportunidade de poder gostar dele. Quando ele fez Não Estou Lá, adquiriu minha total simpatia. E agora com O Cavaleiro das Trevas, vi seu verdadeiro talento. Durante o filme, fica difícil compreender como ele foi se matar – aqui está seu melhor trabalho, totalmente marcante. Ainda que seu Coringa seja essencialmente cômico, recita frases bem elaboradas (“insanidade é como gravidade, só é preciso um empurrãozinho”) e traduz toda a força da insanidade. Desde já um dos melhores vilões na história do gênero. Em momento algum o diretor Christopher Nolan deixa o personagem se sobrepor ao verdadeiro teor do filme, fazendo com que Ledger seja um coadjuvante nato e muito valioso – mas não o meu favorito do ano, ainda fico com Javier Bardem e seu impressionante Anton Chigurh.

Ledger é a grande estrela do filme, mas é heresia dizer que é a estrela absoluta. Christian Bale se prejudica um pouco por conta do vilão, que acaba sendo muito mais interessante e motivador que o próprio Batman e seus dilemas existenciais. Mesmo assim, ele continua sendo um grande acerto da série, distante de qualquer defeito. Michael Caine e Morgan Freeman continuam aproveitando o espaço reduzido que lhes é proporcionado da menor maneira possível. Quem eu achei que teve uma boa evolução desde Batman Begins foi Gary Oldman. Seu personagem tem mais espaço e toma até contornos dramáticos. Aaron Eckhart foi outra aparição bem-vinda. No elenco, quem me decepcionou foi a Maggie Gyllenhaal. Substituindo a Katie Holmes, ela aparece sem brilho e com pouco a acrescentar. Nada negativo, apenas algo completamente neutro.

Quem viu e aprovou o resultado de Batman Begins, com certeza também vai aprovar o desse. Como O Cavaleiro das Trevas é um filme mais badalado, vai levar muito mais gente ao cinema (infelizmente vai ser difícil escapar de sessões lotadas e com gente inconveniente). E esse pessoal leigo pode estranhar o longa. Mesmo eu, que vi o longa anterior, fiquei um pouco surpreso com a estrutura dessa continuação – de quadrinhos só tempos os personagens, já que o resto é real. Não assistimos heróis lutando contra vilões em lutas mirabolantes ou sequencias absurdas de ação, O Cavaleiro das Trevas constrói sua aventura em torno de questões políticas banhadas a uma investigação. Isso pode cansar quem espera algo acelerado, e realmente cansa. Não é um longa parado ou lento, mas estica demais a sua história. É aquele tipo de filme que quando pensamos que vai acabar em determinado momento, prossegue em mais uma cena. Isso estraga um pouco o resultado, desmotivando-nos com a história e deixando o espectador até mesmo um pouco perdido diante de tantos fatos.

O lado sonoro é um dos pontos que mais impressiona no filme de Christopher Nolan, e não falo apenas da soberba trilha sonora de Hans Zimmer e James Newton Howard (que traz a melhor composição já feita para um filme de ação: Introduce a Little Anarchy), mas também a mixagem e a edição de som. Então, ver o longa em um cinema de boa qualidade é indispensável para admirar esses quesitos. Mas o maior mérito e do diretor Nolan, amadurecido e seguro em toda a condução da produção, sem falar na bela montagem. Agora, os fatos que me incomodaram. Como já citado, a esticada história é um deles. Mas a repentina mudança de personalidade do personagem de Aaron Eckhart foi mal elaborada. Concordo que com a situação que ele passou poderiam ser acarretadas diversas coisas, mas não algo tão insano e brusco como aconteceu. Seu desfecho foi insatisfatório, assim como o do próprio Coringa. Se o roteiro tem várias surpresas, poderia ter caprichado no final também.

O Cavaleiro das Trevas não é o melhor filme do ano, mas certamente fica entre os melhores. Não é inovador nem original, só incrivelmente bem produzido por pessoas mais do que competentes. O filme é sobre o herói e o vilão que existe dentro de cada um de nós. Sobre o que podemos nos tornar diante de situações extremas e de nossos desejos cegos. É, O Cavaleiro das Trevas além de ser entretenimento, também deixa inúmeras reflexões. Pena que o público não enxergue isso, só os verdadeiros cinéfilos.

FILME: 8.5

4

23 comentários em “Batman – O Cavaleiro das Trevas

  1. Realmente o filme é tudo o que voce disse, porém só não concordo com a atuação do Heath Ledger ser melhor do que Jack Nicholson, mesmo passados 20 e poucos anos, eu ainda prefiro o veterano, acho que pela morte do Heath, resolveram elogiar demais ele e como sabemos que americano é um povo esquisito, foi facil convencê-los, pois Steven Spielberg que ao meu ver é um gênio, ganhou somente 2 oscars, injusto não é?
    abraços

  2. Concordo em partes c vc…na minha opinião TDK não é só o melhor filme desse ano, mas tb o de muitos anos!!!!

  3. Acho que podemos definir o filme como um blockbuster, sim, Matheus, porque vem fazendo uma campanha nos cinemas de arrasar mesmo. Só que é um blockbuster de luxo no sentido mais artístico que essa expressão pode ter. Existe ali uma dramaticidade complexa que envolve o psicológico dos personagens e suas ações, poucas vezes vista num filme do gênero.

    E concordo quanto às comparações descabidas do Coringa do Ledger com o do Nicholson, os dois filmes possuem tons distintos a partir da proposta de cada diretor. E se o Ledger se destaca nesse filme, não dá pra esquecer do resto do elenco, todos muito bem. Além disso, temos um roteiro tão bem amarrado e que promove discussões morais tão interessantes que o filme evolui de forma impressionante. Enfim, um colosso!!!

  4. Acho que podemos definir o filme como um blo9ckbuster, sim, Matheus, porque vem fazendo uma campanha nos cinemas de arrasar mesmo. Só que é um blockbuster de luxo no sentido mais artístico que essa expressão pode ter. Existe ali uma dramatiudade complexa que envolve o psicológico dos personagens e suas ações, poucas vezes vista num filme do gênero.

    E concordo quanto às comparações descabidas do Coringa do Ledger com o do Nicholson, os dois filmes possuem tons distintos a partir da proposta de cada diretor. E se o Ledger se destaca nesse filme, não dá pra es

  5. Na boa gente, por que tão dizendo aí que o Heath, será indicado ao prêmio de ator coadjuvante? O anthony Hopkins apareceu quase nada, e foi indicado e ganhou o oscar de melhor ator. O Coringa , é figura essencial ao filme. Ele é o antagonista principal. Portanto deve ser indicado a ator. Bom de repente como coadjuvante ele tenha mais chance !!! Bom é aguardar para ver…..

    Ah, já foram ver? Tão esperando o quê????

  6. Vão assistir pelo amor de Deus!!! Estou até agora, tentando entender como os roteiristas e Nolan, não vão ter uma estátua. Obra prima!!!

  7. Na boa, não esperava tanto, pois da maneira como foi feito este Batman, eu fiquei de boca aberta, pois o filme não foca no Batman, mas na situação em que vivemos hoje em dia. Heróis, vilões, existem em toda parte. Nesse filme existem pois Gotham está a beira de um caos, e Batman nesse caos tenta quase que só fazer tudo sozinho, poxa e é difícil. O papel de Bale, como já conhecemos, fica aquela coisa que sem inovação, mas existe sim uma evolução nele, pois está mais centrado. Gordon está perfeito, pois ele também não quer arriscar sua família, e Aaron , brilhante! O resto é complemento. A história te prende, não pelo fato de ter ação ou não, mais o clima de tensão é tão angustiante, que eu vendo o filme pensei, caramba, O bicho tá pegando!!! E ninguém faz nada, e eis que quando o filme está quase explodindo, bumm, vem a ação para complementar, pois não esperamos a ação, pois ela vem e ficamos torcendo para acabar logo para saber o que vem depois. Resumindo, um filmaço em que o final deu um tapa sem mão, pois Batman chegou a me emocionar pela determinação de nosso herói, ele sozinho consehue proezas, que só sendo 100, nós conseguiríamos. Ah, e é claro Heath Ledger, mais do que perfeito, pois ele á verdadeira razão do filme existir. Oscar para ele não será exagero. Vão assistir, pelo amor de Deus!!!

  8. Mateus, legal que concordamos em tudo =)

    Isabela, o filme supera as expectativas.

    Wally, quero ler sua opinião em breve.

    Kamila, acho que o Ledger merece, no máximo, uma indicação ao prêmio da Academia. Não acho que ele tenha reais chances de vencer, mesmo com toda a campanha para isso.

    Hugo, também quero ler sua opinião em breve.

    Vinicius, mesmo que o papel da Maggie seja bem limitado, acho que ela mesma não soube aproveitar o tempo que lhe foi atribuído – visto que nem carisma consegui enxergar nela.

    Robson, eu gostei mais da parte técnica do que do filme em si. Tanto, que acho a pdoução mais bem produzida do gênero.

    Rafael
    , o que eu quis dizer é que o filme não tem aquele clima das típicas produções de quadrinhos, muito pelo contrário.

    Weiner, eu também prefiro o Coringa de Ledger e não gostei do Nicholson torcendo o bico para o novo trabalho do personagem. O fato é que eu acho que o público está desmerecendo o trabalho do veterano, só isso. Para aqueles tempos do Batman, Nicholson foi impecável. E para a nossa geração, Ledger mais ainda. Cada um, ao seu modo, foi competente no que lhe foi proposto.

    Gustavo, eu também não achava a Katie Holmes ruim e a Maggie só não deixou impressão. Acho que é mais por conta do papel fraco. E as analogias que “O Cavaleiro das Trevas” faz sobre vilão/herói são memoráveis!

    Peter
    , eu já estava imaginando isso hahaha. Apesar de nossas opiniões bem diferentes, concordamos num ponto – o filme não acaba nunca :P

    Wanderley, não achei a Katie Holmes apática. Acho que tanto ela quanto a Maggie fizeram o que puderam com o papel limitado. E mesmo que eu tenha “réplicas” para a sua lista de discordâncias entre a gente, entendo completamente os teus pontos de vista.

    Rodrigo, nem precisa se desculpar. Também ando meio ausente no seu :P Mas agora com as férias vou tirar meu atraso.

  9. Matheus, primeiramente queria me desculpar pela ausencia no seu blog. Muita coisa acontecendo, mudança de cidade, problemas de saude, porem é só me organizar tudo que volto ao maravilhoso mundo blogueiro, hehehe…

    Cara, nem li sua critica.. ainda não vi esse filme, pois to numa correria danada por aqui.. por isso vou esperar mesmo e não ter nenhuma expectativa, apesar de já estar completamente louco de ansiedade..rs
    abraços!!!

  10. No geral sempre concordo com o que vc escreve, até temos gostos cinematográficos parecidos. Fora seus elogios a Heath Ledger e a óbvia qualidade de aspectos como roteiro e direção que conferem a atmosfera madura a O Cavaleiro das Trevas, tenho que discordar em alguns pontos:

    -Gostei muito da presença da Maggie, acredito que ela conferiu mais vida a Rachel Dawes, fugindo completamente do retrato apático de Katie Holmes em Batman Begins

    -Não acho que o grande sucesso de O Cavaleiro das Trevas se dê a morte de Heath Ledger, mesmo porque apesar de noticiada em massa ele naum era um astro como um Brad Pitt da vida cuja morte causaria maior agitação. Mas um dos maiores responsáveis por isto foi a campanha de marketing superior a Batman Begins(cuja campanha insossa foi um dos principais motivos pela não popularização imediata do filme), os caras fizeram a gente querer obrigatoriamente ver a este filme.

    -A interpretação do Jack Nicholson poderia até parecer bacana na época, sem maiores entendimentos sobre o gibi, mas depois de quase 20 anos é uma sombra se comparado a de Heath Ledger em O Cavaleiro das Trevas. Isto se deve muito mais ao estilo do Tim Burton, descompromissado com o material original, do que ao Jack Nicholson(concordo neste aspecto contigo).

    – Discordo tb que o diferencial de O Cavaleiro das Trevas é sua abordagem que se distancia das adaptações dos gibis. Acredito que o grande diferencial desta adaptação é o seu respeito ao material de origem. Batman é o que O Cavaleiro das Trevas demonstra: sombrio, cheio de reflexões sobre ética e violência. A HQ do Batman é mesmo diferenciada, foge dos coloridos(em todos os sentidos) do Spiderman ou Superman. Por isso O Cavaleiro das Trevas é assim, pois respeita o material original, sem subestimá-lo como uma simples história em quadrinhos.

    Fora isto o filme é fantástico, como fã há anos do Homem-Morcego sai mais do que satisfeito, sai orgulhoso do cinema por ver um dos ídolos de minha infância, meu herói preferido até hoje, maduro e completo.
    Discordei em certos pontos de vc, mas estamos unidos em um aspecto: o filme é muito bom mesmo!
    abraço

  11. Serei o primeiro a discordar, ÓBVIO.

    Para mim, a melhor adaptação de quadrinhos é ‘V de Vingança’.

    E ‘O Cavaleiro das Trevas’ está guardadinho aqui na minha listinha dos PIORES do ano. Não conseguia parar de me mexer na poltrona do cinema, ansioso para aquele monte de bobagem acabar. Looooooooooooooongas duas horas e meia perdidas na minha vida.

    Socorro, alguém me salva desse filme. Terei pesadelos por uma semana. Espero ‘Mamma Mia!’ pra me aliviar.

    Help. I need somebody help.

  12. Acho que repetirei o que dois leitores acima disseram: também concordo com quase tudo o que está registrado na sua crítica, exceto talvez no que tange a Maggie, que me pareceu OK (mas eu também não achei Katie Holmes ruim no filme anterior, ao contrário da maioria). Esse filme levanta várias questões complexas acerca da violência e de sua relação com o homem. De alguma forma, é uma superprodução baseada em HQ, mas de outra, é bem mais do que apenas isso.

  13. Concordamos em muitas coisa, Matheus, e quero dizer que tudo o que você disse caiu mesmo como uma luva… Na verdade, se eu fosse analisar o aspecto mais marcante do filme, sem dúvida seria o Coringa de Ledger. Sobre as comparações com Nicholson, eu até entendo o que você disse, pois este vilão ensandecido pela morte e obscuro que Ledger criou não se adequa bem ao Batman dos quadrinhos – e sim o de Nicholson, que é mais gozado e cínico do que maluco por morte. Mas as comparações são inevitáveis. E, eu sou fã do Nicholson de longa data, mas vejo que ele torce o bico pro trabalho do Heath, meio que na inveja… Eu prefiro o Coringa atual, é mais verossímil.
    O Christopher Nolan entrega uma direção quase perfeita, e conseguiu colocar alguma ordem no roteiro, que também acho meio arrastado e extenso.
    O Bale, para variar, está excelente… Só a Gyllenhaal que fiou meio fora d’água.
    P.S Vc me add no MSN? Se a resposta é sim, nos falamos logo!
    Abraço!

  14. Concordo que o filme não deve ser considerado um Blockbuster! Mas discordo quando diz que praticamente não tem nada de histórias em quadrinhos. Se formos levar em conta as revista mensais ai sim! Porém o filme possui muito de Graphic Novels do personagem, só que de uma forma mais amadurecida! O filme é espetacular! O destaque fica mesmo para Leadger, e em relação a Maggie, ela não teve culpa de seu papel ser mais opaco, acho que ela sou interpretar melhor que Katie Holmes!

    ‘té mais!

  15. A atuação da Maggie foi realmente o que de ruim teve nesse filme. Concordo com você em relação aos outros pontos e a atuação de Ledger é insana, assim como o seu personagem.

    Abraços.

  16. Matheus, incrível como seu texto sobre “O Cavaleiro das Trevas” conseguiu captar todas as minhas impressões sobre este filme. Concordo com tudo o que você citou a respeito do esticado roteiro. Foi isso o que me incomodou mais. No entanto, vamos destacar, sim, o trabalho do elenco, especialmente de Heath Ledger, que merece a indicação ao Oscar de Ator Coadjuvante.

    No geral, se tivesse que comparar as duas obras, prefiro mais “Batman Begins”.

  17. Grande Matt,

    Eu estou ansioso pra ver esse filme, talvez eu vá hoje tamanha minha vontade e pelo que ando vendo nos blogs é pouco provável que me decpcione.

    Abraço!

  18. Concordo com você em gênero, número e grau em todos os aspectos, principalmente os negativos: a trama esticada, a mudança repentina do Duas Caras, a atuação da Maggie … TUDO!

    Abraço
    Mateus

Deixar mensagem para Kamila Cancelar resposta