
Direção: Michael Patrick King
Elenco: Sarah Jessica Parker, Kim Cattral, Cytnhia Nixon, Kristin Davis, Jennifer Hudson, Candice Bergen, Chris Noth, David Eigenberg
EUA, 2008, Comédia Romântica, 150 minutos, 16 anos.
Sinopse: Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) é uma escritora de sucesso obcecada por moda, que vive em Nova York. Assim como suas amigas Samantha Jones (Kim Cattrall), Charlotte York (Kristin Davis) e Miranda Hobbes (Cynthia Nixon), Carrie tenta equilibrar o trabalho com seus relacionamentos.

“Com muita expectativa em torno de seu resultado, o filme de Sex And The City acerta completamente quando é avaliado como um presente para os fãs da série. Já quando analisado como um produto cinematográfico, o resultado não empolga.“
O filme como uma homenagem ao seriado e seus fãs:
Junto com Friends, o seriado Sex And The City se tornou um dos maiores sucessos na história cômica da televisão americana. Conquistando quase que unicamente apenas o público feminino, durou seis temporadas e ganhou oito prêmios no Globo de Ouro. Somente depois de 4 anos é que o tão prometido filme chega aos cinemas, e com a maior certeza posso dizer que é um retorno mais do que satisfatório para os fãs. É com imensa alegria que voltamos a nos encontrar com Carrie Bradshaw, Samantha Jones, Charlotte York e Miranda Hobbes. As atrizes nunca pareceram tão à vontade em seus papéis e conseguem reviver suas memoráveis personagens de forma impecável. Além delas, todos aqueles elementos que tornaram Sex And The City um grande sucesso estão de volta – a imensa variedade de figurinos, os problemas amorosos, as questões sexuais e a importância da amizade. No final das contas, é como se estivéssemos assistindo um recomeço da série, um episódio novo que vai trazer de volta o seriado. Assim, assiste-se ao filme com grande empolgação. A cada momento somos brindados pelos elementos que sempre deram certo na televisão e pelo humor inconfundível. No final, ao som de All Dressed In Love, fica o sorriso no rosto. Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte são insubstituíveis.
O filme como um produto cinematográfico:
Sex And The City funciona perfeitamente como uma comédia romântica até a sua metade. No exato momento em que Jennifer Hudson entra em cena, o filme cai na obviedade e começa a se repetir até os créditos finais. Por ter um tratamento puramente televisivo (afinal, o longa é dirigido por um diretor do seriado), o longa acaba parecendo um episódio alongando – e como, já que estamos falando de longos 150 minutos desnecessários de duração. Se o roteiro acerta ao trazer todos os elementos positivos que deram certo na televisão, peca por abusar deles e criar coisas novas, não sabendo trabalhar com elas. Um exemplo é a aparição de Louise (Jennifer Hudson), que além de ser uma personagem completamente tapada (não consegui engolir de jeito nenhuma aquelas filosofias baratas de “o amor é lindo, resolve tudo e é o que todos precisam”) e de não ter nenhuma utilidade na trama, só mostra que Hudson é mais uma Queen Latifah da vida que só chama a atenção quando solta a voz. Fiquei incomodado também com tantos acontecimentos, especialmente as milhares separações e desavenças existentes.
Sem dúvida alguma, Sex And The City é muito bem produzido – as cores saltam aos olhos (ajudados por uma excelente fotografia), a trilha tem seus ótimos momentos e alguns momentos do filme são realmente interessantes. As mulheres ficarão particularmente interessadas pelos figurinos (ainda que eles às vezes irritem: precisava mesmo que elas usassem roupas hiper-chiques o tempo inteiro e ficassem mudando o visual a todo momento?), que conseguem superar O Diabo Veste Prada nesse quesito e provavelmente devam conseguir uma indicação ao Oscar como o filme de David Frankel conseguiu. O mérito do longa é conseguir reunir as quatro atrizes de forma perfeita; elas nunca estiveram tão bem fotografadas, simpáticas e verossímeis. Mas vão além disso, mostrando serem excelentes atrizes. Estranhamente, a protagonista é a menos interessante de todas – Sarah nunca esteve tão sem graça como Carrie Bradshaw. Quem ganha destaque é Cynthia Nixon e Kim Cattral. A primeira se mostra muito competente em sua atuação. A segunda, brilha mais do que as outras. Não posso negar que sua Samantha Jones às vezes é um exagero, mas ela é a que mais diverte e cativa. Até mesmo a Kristin Davis e sua insossa Charlotte York aparece renovada e irradiante.
O resultado final:
A aprovação do resultado vai depender de quem o está assistindo. Como já mencionado, um fã da série vai sair empolgado da sessão. Um cinéfilo qualquer que desconhece as origens, possivelmente vai desaprovar a narrativa previsível e clichê. Eu como sou apenas um cinéfilo que gosta do seriado (e nada mais, já que nunca fui encantado pelas aventuras do quarteto) e saí satisfeito da sessão. Não me deixei levar pelos erros do longa e tive uma boa diversão. Deu para matar a saudade das personagens? Sem dúvida. Fica um gosto de “quero mais”? Claro. Mas deve parar por aqui. Mais um filme estragaria tudo. Devido ao sucesso (claro que o financeiro, já que a opinião do público e da crítica pouco importam) andam falando em uma possível continuação e até mesmo em uma trilogia (!!!), algo que desaprovo completamente. Até agora, tudo foi aceitável e divertido. Algo além, seria muito arriscado e o que menos queremos é ver o quarteto envolvido em algo ruim.
FILME: 7.5

Vinícius, como você é um fã da série, acho que vai gostar do resultado do filme, pois ”Sex And The City” é feito justamente para seu público.
Kamila, nesse ponto discordamos mesmo, já que achei a personagem da Jennifer Hudson uma inutilidade sem fim. Mas concordamos quando afirmamos que o filme funciona perfeitamente para os fãs =)
Hugo, acho que “Sex And The City” perde um pouco de sua nostalgia em DVD. Mas certamente é a melhor opção pra quem quer “escapar” de clichês no cinema.
Lucas pra quem não tem expectativa, o filme deve agradar!
Wally, não tenho a mínima idéia de como o filme funciona pra quem não tem conhecimento nenhum da série. Assim que você assistir, quero saber sua opinião.
Pedro, é necessário estar em sintonia com a estrutura televisiva e as típicas características da série para poder curtir a produção.
Rodrigo, faz bem em não conferir o filme no cinema mesmo. Ainda que eu ache que quem não viu a série desaprovará o resultado, estou curioso para ver a opinião de um leigo nesse filme.
Marcel, acho que seria um tremendo erro “Sex And The City” ter continuação. Até porque o longa é uma homenagem ao quarteto principal, e não uma verdadeira história ou continuação.
Robson, eu entendo =P
Sérgio, o filme é divertido!
Estava ansioso para ver, mas como nunca fui muito fã da série e o filme vem recebendo bastante críticas negativas recuei um pouco e acho q talvez pegue em dvd… talvez.. rsrs
vlws
Não vi nem tenho vontade… e não me pergunte o porquê! hehe
Ainda não vi o filme, nunca acompanhei a série, então nem fiquei curioso para conferir no cinema, vou esperar o DVD.
E quanto a continuações, tomara que não aconteça mesmo, é só um filme ir bem nas bilheterias que esse povo já pensa em continuações. Ridículo, deixa como está mesmo.
Nunca vi se quer um episodio da serie… e não tenho intenção de ir aos cienmas ver esse filme, ao meu entender é destinado para quem curte a série ou para o publico femino… posso estar enganado, mas até agora o que li sobre o filme era analisando as roupas das garotas ou falando sobre o saudosismo deixado com o fim da série….
pelo jeito sairei dos cinemas desaporvando os cliches e a narrativa presivel que vc citou no texto…
abraços!!!
Ainda não vi o filme, mas provavelmente vou entrar para o grupo que desaprova o filme.
Ótima crítica.
Acho que vou achar legal, mas tô inseguro ainda. Vou esperar a chegada em DVD, já que não vi nada da série e a duração é de matar.
Ciao!
Gostava da série, mas ainda não vi o filme. Não estou ansioso, nem nada, Vou esperar em DVD mesmo.
Ainda não assisti, mas apesar da série ser legal, é um filme que assistirei apenas em DVD.
Abraço
O filme agrada aos fãs da série e funciona como uma maneira perfeita para encerrar a história das quatro amigas, mas vou discordar de você profundamente num ponto: a entrada de Jennifer Hudson no filme dá um novo gás à trama. A personagem dela funciona muito! O que me irritou profundamente no filme foi o mau aproveitamento de Charlotte e a abordagem superficial de tudo o que a gente vê em tela.
Como fã da série estou bem ansioso por esse filme, entretanto não tive muito tempo de ir ao cinema nos últimos dias por causa de provas na faculdade. De qualquer forma fico feliz com sua opinião, mais favorável do que a maioria das críticas que li. Abraço!