Happy birthday, Meryl!

Vem cá, Meryl. Deixa eu te dar um abraço pelos teus 61 anos completados hoje. Parabéns! xDDD
Destaques negativos de 2010 (até agora)

O segundo filme é o momento mais desastroso no histórico de Sex and the City.

Richard Kelly coloca em dúvida seu talento no pseudo-intelectual A Caixa.

A decadência definitiva de Renée Zellweger em Caso 39.

O monótono e fora de tom Sherlock Holmes.

O decepcionante resultado do elenco de Nine (excetuando Marion Cotillard).

A inexpressividade do mundo criado por Tim Burton em Alice no País das Maravilhas.

O mal realizado Um Olhar do Paraíso.

Um Homem Sério traz um dos filmes mais monótonos dos irmãos Coen.
Destaques de 2010 (até agora)
Considerando a data de lançamento dos filmes no Brasil…

Em trabalho de estreia atrás das câmeras, o estilista Tom Ford chega arrebentando em todos os setores de Direito de Amar

Esmir Filho e Henrique Larré fazem um angustiante retrato da solidão em Os Famosos e os Duendes da Morte

Carey Mulligan é uma das grandes revelações do ano no ótimo Educação

Tensão dramática no excelente trabalho de Michael Haneke em A Fita Branca

Marion Cotillard foi o coração e a força do vazio Nine

Ignorado nos cinemas, Lunar é uma ficção exemplar que chega direto em DVD

Interpretações e diálogos reflexivos trazem uma certa melancolia para o maduro trabalho de Jason Reitman em Amor Sem Escalas

A denúncia de A Enseada, um dos filmes mais bem executados do ano

As atrizes trazem a força de Preciosa – Uma História de Esperança
Hoje acordei…

…meio Baby Jane. Estou bebendo litros de whisky, fritando ratos e passarinhos, rindo da desgraça alheia e com uma vontade insaciável de fazer o mal. Brincadeira. Na realidade, esse vai ser um post meio maquiavélico mesmo. Portanto, quem é Poppy de Simplesmente Feliz e acha que tudo é felicidade e que não podemos nos abalar com a maldade dos outros, pode parar de ler agora.
Para começo de conversa, acho que sou uma pessoa bem tolerante com a opinião dos outros, não? Principalmente eu que, na maioria das vezes, discorda do “auê” que tantos filmes causam. Ultimamente, no entanto, tenho recebido, aqui no blog, uma grande quantidade de comentários ácidos (para não dizer grosseiros e mal educados). A maioria desses recados dos leitores – e que, na maioria das vezes, são de pessoas aleatórias e que não possuem blog – é para me xingar.
Digamos, por exemplo, que eu não tenha gostado de um filme X. Aí, lá vem alguém dizer que eu não entendo, com o perdão da palavra, “merda” nenhuma sobre cinema e que eu tinha que calar a minha boca. Ou ainda, que eu preciso rever meus pobres conceitos e aprender a apreciar um filme de verdade. Não sei o que passa na cabeça dessas pessoas, mas, certamente, não é algo decente. Só um completo mal educado xinga alguém por não gostar de alguma coisa. Opinião é opinião e acho que, independente de qual ela seja, tem que ser respeitada.
Ainda existem aqueles que tentam, a todo custo, querer me ensinar as lições do filme como se eu não tivesse entendido o roteiro. Já disseram que não conheço os princípios católicos, que não tenho coração e que, também, não tenho capacidade intelectual para compreender determinado assunto. Fica um recadinho bem simples: permito que falam essas coisas (até porque elas podem bem ser verdade), mas façam isso com classe… Ou, ao menos, com humor. Vamos nos respeitar, está bem? Porque, nos meus textos, nunca deixo de respeitar meus leitores.
No final das contas, esse post serve para dar um recado bem direto: se você não concorda com as minhas opiniões e acha esse blog uma “merda”, você tem três opções. Primeiro: leia, fique indignado e feche a janela. Segundo: leia, fique indignado e nunca mais volte aqui. Terceiro: leia, fique indignado e fale com educação em seu comentário. A internet nos trouxe mil maravilhas, pessoal. A interação entre pessoas de milhares cantos do mundo é uma delas. Não vamos usar isso para o mal. Porque eu, pelo menos, não vejo graça com as observações que fazem aqui. Nem fico ofendido. Só me sinto decepcionado com a cabeça de certas pessoas que não sabem fazer a política da vizinhança…
Fica aqui, então, esse meu breve desabafo. E você, o que acha quanto a isso?
ps: só não vale me xingar nos comentários hahaha
Opinião – O sucesso de Atividade Paranormal

Desde a estréia de Atividade Paranormal, me senti compelido a fugir do filme. Alguns podem dizer que eu estava com medo dos sustos do filme. Não é verdade. Gosto de ficar tenso e de ser assustado com produções de suspense. Tanto, que sinto até uma certa satisfação em dar pulos da cadeira quando algo me pega de surpresa. No entanto, esse gênero de falso-documentário está tão saturado nos dias de hoje que não tenho a mínima vontade de chegar perto de histórias assim. E, além do mais, Atividade Paranormal fez um imenso rebuliço. Como já aprendi a lição de que o público adora fazer muito barulho por nada, não queria me dar ao trabalho de, mais uma vez perder meu tempo com algo assim e me decepcionar.
Ora, não é verdade absoluta que eu desgosto de todos os filmes que são cultuados pelas grandes massas. Existem alguns casos que eu até entendo o porquê do sucesso, mesmo que eu não aprecie muito o resultado. É o caso de Atividade Paranormal. O debut astronomicamente bem sucedido de Oren Peli bebe de uma fonte muito frutífera: o imaginário. M. Night Shyamalan, no seu tempo genial, sabia usar o implícito como ninguém. Atividade Paranormal é mais ou menos assim: mostra pouca coisa e consegue resultado. Mas vai além, mexe com um medo extremamente cultivado na nossa sociedade: o escuro.
É nesse aspecto que o filme acerta. Ele mexe com o medo e ainda se utiliza de inúmeros sustos para trazer reações no espectador. E consegue. Atividade Paranormal, nos seus picos, causa bastante medo – justamente porque, como já dito, cutuca em uma paranóia humana tão incentivada em todos nós. O longa foi mega sucesso de bilheteria e causou muito burburinho. Ainda assim, não conseguiu agradar tanto uma certa parcela e ainda foi alvo de fortes críticas de outros. Por um motivo, novamente, bem explicável. Dar sustos é uma história, causar suspense é outra.
Atividade Paranormal, ao menos para mim, causa sustos. Mas, é extremamente falho na tentativa de criar suspense. Para o diretor do filme, parece que, colocando uma cena de susto aqui e outra ali, teremos um resultado digno de roer as unhas. Não é assim que se faz um filme tenso. Como aprovar uma produção que consegue bom resultado quando quer causar susto mas não no resto? Quando não aposta nas cenas “noturnas”, Atividade Paranormal é uma enrolação sem fim – e, inclusive, consegue ser até tedioso.
No final das contas, dá pra entender o porquê do sucesso. O filme traz exatamente o que o público gosta de assistir em um filme desse gênero. Entretanto, na minha opinião, não é uma experiência válida para quem espera algo mais bem construído. Oren Peli não realizou um filme de verdade e sim um experimento de alguém que resolveu se divertir dando susto nos outros. Atividade Paranormal não tem história e mesmo que seus pontos altos sejam interessantes, não conseguem compesar as outras falhas. Sustos eu até vi. Cinema não.