Happy birthday, Meryl!

Calorosas saudações para a melhor atriz de todos os tempos!
62 anos de pura elegância, talento e genialidade.
Parabéns, minha querida Meryl Streep!
A magia pode estar chegando ao fim…

… mas as memórias são para a vida inteira!
Não sei se os fãs de Harry Potter já se deram conta, mas, muito em breve, estamos prestes a dar adeus para uma saga memorável. Os detratores não conseguem entender que para nós, fãs, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 será um momento singular. Se a despedida apresentada nos livros de J.K. Rowling não foi o suficiente para deixar aquela triste sensação de despedida, todos podem começar a preparar os lenços e a alma para um encerramento nostálgico. Com o desfecho do livro, tinhamos o consolo que muitos filmes ainda viriam. Agora, com o final da saga cinematográfica, estamos prestes a nos deparar com o adeus definitivo. Não existe mais nada depois.
Resolvi escrever esse texto porque nunca expressei a verdadeira importância que a saga Harry Potter teve na minha vida. Ok, hoje tenho 19 anos de idade e não sou mais aquele garotinho enloquecido pela história e que sabia todos os detalhes de cada livro e filme. No entanto, nem por isso deixo de preservar o mesmo encantamento e entusiasmo toda vez que, por exemplo, assisto a um filme do menino-bruxo. Essencial na minha vida de leitor (lembro que foi o primeiro livro que não era ilustrado que li!), Harry Potter fez parte da minha infância, mexeu com o meu imaginário e me conquistou como nenhuma outra fantasia conseguiu. Nem O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia e muito menos a saga Crepúsculo… A história fantástica que sempre fez a minha cabeça foi Harry Potter!
Por isso, devo agradecer sim ao tão criticado Chris Columbus por ter feito filmes tão de acordo com os livros (aquele tom infantil era extremamente necessário, visto o público que compareceria ao cinema para assisti-los) e aos diretores seguintes por terem amadurecido a ideia e linguagem cinematográfica que, hoje, cresceu junto com o seu público. E, claro, os agradecimentos não poderiam faltar a J.K. Rowling que, assim como os diretores dos filmes da saga, tropeçou algumas vezes, mas nunca perdeu a verdadeira essência do enredo. Os personagens eficientes continuavam ali, o mundo mágico também e tudo aquilo que sempre fez dessa história um verdadeiro sucesso…
Não vale a pena ficar comentando filme por filme (até porque todos fazem isso ano após ano), só quero deixar registrada a minha emoção prévia de saber que Harry Potter está chegando ao fim. Muito mais do que sentir falta das impecáveis personificações de atores como Richard Harris, Maggie Smith, Alan Rickman e Imelda Staunton, será triste não ter, nos próximos anos, um filme do jovem bruxo para assistir. Era um ritual que eu nunca abria mão. Portanto, é com extrema emoção que, em julho, estarei na sala de cinema assistindo ao último capítulo da saga. Inevitável não lembrar daquele Matheus deslumbrado que precisou de um assento mais alto para poder enxergar a tela em A Pedra Filosofal… Harry Potter vai fazer falta. E essa saudade, meus amigos, nem o bruxo mais poderoso de Hogwarts poderá apagar…
Uma história roubada?

Quem não assistiu pelo menos deve conhecer o enredo da novela Mulheres de Areia, exibida pela rede Globo nos anos 90. Se o título não está nem perto de trazer qualquer lembrança, podemos definir a novela de Wolf Maya da seguinte maneira: duas irmãs gêmeas (uma boa e outra má) se apaixonam pelo mesmo homem. A má leva a melhor e fica com o mocinho só que, anos depois, as duas irmãs se envolvem em um acidente, onde a má “morre” e a boa, ao tentar socorrer a irmã, fica apenas com o anel de noivado em mãos. A partir daí a boa, para conseguir viver o romance que lhe foi roubado, assume a identidade da irmã.
Alguns também podem dizer que esse enredo é uma variação da clássica novela exibida pelo SBT, A Usurpadora, que ficou conhecida pelas impagáveis maldades da vilã Paola Bracho. Eis que levo uma surpresa quando pesquiso alguns filmes de Bette Davis e descubro que até ela já foi protagonista desses enredos de irmãs gêmeas boas e más! Em Uma Vida Roubada, Bette interpreta Patricia e Kate Bosworth, que vivem a mesma história que foi apresentada décadas depois em Mulheres de Areia. Uma Vida Roubada também foi baseado em outro material com essa história, o livro Uloupeny Zivot, de Karel J. Benes. Ou seja, impossível saber quando se originou a ideia dessa trama de gêmeas ladras de identidades…
Assim que fui assistir Uma Vida Roubada, já estava me preparando para assistir mais uma novela mexicana (talvez no bom sentido, como A Usurpadora). Foi bom estar enganado! O filme de Curtis Bernhardt está longe de apresentar caricaturas ou traços mais novelescos envolvendo esse assunto. Sim, a irmã boa e a irmã má estão ali, mas nunca vemos extremos em suas personalidades. A boa não é uma panaca ingênua e a má também não apresenta aquela personalidade dissimulada e cruel. Uma é boa (leia-se virtuosa e alegre) e a outra é má (leia-se competitiva e invejosa). Nada além disso. Nada de exageros. Ponto positivo!
Ao invés de direcionar o foco principal para a inversão de identidades (que só acontece depois de transcorrida mais da metade do filme), o roteiro tem maior preocupação em construir o perfil psicológico das personagens, em especial a de Kate (a boa), que é a protagonista. É no cotidiano dela e na forma como a outra irmã influencia a sua vida que Uma Vida Roubada ganha ritmo e vários destaques. A produção encontra o tom correto para as situações e, claro, acerta na forma como encena a inversão de vida das personagens. O pecado está apenas no final, onde Uma Vida Roubada termina de forma repentina e pouco convincente, apostando num desfecho que destoa um pouco do que estava sendo trabalhado.
Agora, tudo isso não seria possível sem a extraordinária Bette Davis. Esnobada pelas premiações (o longa recebeu apenas indicação para o Oscar de efeitos especiais), a atriz apresenta um trabalho cheio de detalhes. Incrível como Bette consegue transitar entre as duas personagens sem nunca se perder. Sutileza é a palavra-chave. É o tom de voz, um gesto diferente ou alguma expressão mais contida… Nada de Bette Davis geniosa ou difícil como em tantos outros filmes. É um trabalho muito digno e que, sem dúvida, está entre os momentos mais interessantes da carreira dela. Mais uma vez, Bette uniu uma ótima interpretação com um filme excelente. Presente de uma atriz eternamente insubstituível!
“Oceanos” em imagens





Oceanos é um documentário francês inteiramente sustentado por imagens e trilhas. Em termos de documentário, não chega a ser um grande exemplar do gênero, mas que imagens ele nos traz! São elas que valem a pena. Para se ver na maior tela, com a melhor qualidade possível!
Mildred Pierce na HBO!

Cansado dessa fase sem inspiração do cinema pós-Oscar? Pois, então, não perde tempo e vai logo para a frente da TV assistir a Mildred Pierce. A nova minissérie da HBO já começou a ser exibida aqui no Brasil. Cada domingo, um novo episódio. Dividida em cinco partes, a minissérie é dirigida por Todd Haynes (do ótimo Longe do Paraíso) e tem como protagonista a sempre maravilhosa Kate Winslet. Ainda no elenco, Melissa Leo, Evan Rachel Wood, Guy Pearce, Hope Davis, entre outros! No meu blog de séries, você pode conferir, toda semana, uma resenha sobre cada capítulo exibido. Não vai perder, né? Afinal, não é sempre que temos a oportunidade de ver uma estrela do calibre de Kate Winslet a cada domingo na TV. Emmy à vista para ela?