Cinema e Argumento

Na coleção… Adeus, Lenin!

Logo quando Adeus, Lenin! tem início e a trilha do sempre fabuloso Yann Tiersen começa a tocar, já dá pra pressentir que estamos diante de um filme promissor. As imagens da infância do protagonista junto com a bela música de Tiersen já anunciam que Adeus, Lenin! é diferente. E é mesmo. Do cinema contemporâneo alemão, esse é o meu exemplar favorito e também o que mais me toca.

Por alguma razão, não foi celebrado pelo Oscar, contrariando o sucesso de bilheteria que o filme conquistou e também todo o prestígio trazido pela crítica. Uma pena. Wolfang Becker dirigiu um longa-metragem que discursa muito bem sobre família e política, sempre alcançando um equilíbrio entre essas duas temáticas. Poderia ser mais um retrato sobre o muro de Berlim, mas não é. Além de tudo isso, o humor inteligente entre em cena e a mistura fica cada vez melhor.

Para quem não sabe, a história narra a trajetória de Alex (Daniel Brühl, no papel que revelou seu talento), que vê sua mãe (Katrin Saas) ficar em coma quando o muro de Berlim cai. Quando ela acorda, depois de oito meses, Alex fica temeroso pela saúde da mãe e faz de tudo para esconder a nova situação política do país – que agora é o oposto do pensamento político de sua mãe. É com muita criatividade e determinação emocional que ele fará de tudo para inventar uma nova nação para a sua matriarca.

Além de todos os fatores já destacados, podemos também citar as ótimas interpretações do elenco. Daniel Brühl, que posteriormente foi para o cinema norte-americano e até trabalhou com Quentin Tarantino, tem aqui o grande desempenho de sua carreira. Ele, junto com a sensível Katrin Saas, forma o grande coração de Adeus, Lenin!. É um filme diferente e original, daqueles que entram para a lista dos mais interessantes do novo cinema estrangeiro.

FILME: 9.0

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Essa é a primeira parte de uma série de posts que vou colocar aqui no blog comentando os filmes que tenho em dvd na minha coleção. A ordem dos filmes é alfabética.

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