Três atores, três filmes… com Ann-Chloé Mentor

tresannchloeUma das minhas melhores experiências durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, evendo do qual participei pela primeira vez em setembro deste ano, foi poder conhecer pessoas de diversos lugares do mundo, sejam elas de grande veículos ou de atuação independente, como eu. No caso da Ann-Chloé Mentor, fomos colegas na Media Inclusion Initiative do festival, projeto que busca levar ao TIFF um perfil mais diverso de críticos de cinema. Natural do Canadá, ela percebeu que estava interessada em comunicação e mídia depois de ingressar na Leeds Student Television durante seu semestre no exterior na Universidade de Leeds, Reino Unido. Quando pedi que escrevesse uma breve introdução sua aqui para coluna, Ann-Chloé logo revelou que toda sua personalidade foi formada pela trilogia High School Musical e por Bratz, e que inveja quem ama filmes de terror ou de “arte”, pois se considera alguém “muito simples” quanto aos filmes que gosta, algo que, segundo ela, está refletido na lista de performances escolhidas abaixo. Many thanks, dear Ann-Chloé!

Renée Zellweger (O Diário de Bridget Jones)
O Diário de Bridget Jones é meu filme favorito de todos os tempos e a minha primeira escolha no top 4 do Letterboxd. Como uma romântica incurável, só faz sentido para mim escolher pelo menos uma comédia romântica para esta lista. Uma das melhores partes da atuação de Renée, com a qual acho que a maioria concorda, é como ela conseguiu dominar o sotaque britânico. É um dos raros casos em que se pode dizer com segurança que um americano testou com sucesso um sotaque britânico. Minha parte favorita de Bridget é como ela é estranha e identificável. Também é péssima para falar em público e não pensa antes de falar, o que faz parte de seu charme (Mark parece concordar, pois gosta dela do jeito que ela é). Mesmo que ela planeje tomar decisões melhores na vida, Bridget admite ser estranha e alguém que, às vezes, faz uma sopa azul. Essa personagem significa muito para mim porque, pessoalmente, às vezes me sinto um pouco estranha e gosto da ideia de ter pessoas ao redor que gostam de você exatamente do jeito que você é, com estranhezas e tudo mais.

Dominic Sessa (Os Rejeitados)
Desde os primeiros segundos, eu sabia que iria gostar de Os Rejeitados. Muitos filmes que acontecem no passado às vezes tiram você da história por causa do quão moderna nossa tecnologia se tornou e da alta qualidade das câmeras. Nesse caso, a granulação deu ao filme uma sensação muito autêntica para mim. Dominic Sessa teve uma atuação fantástica, e o que mais me chocou foi o fato de esta ser sua estreia. Ele estava no lugar certo na hora certa. É fácil associar grandes nomes a um projeto porque você sabe que ele venderá; no entanto, penso que este Os Rejeitados realmente mostra que deveríamos dar mais oportunidades aos “ninguéns”. Trata-se de um longa que definitivamente fará parte dos meus feriados de agora em diante, e estou animada para ver o que o futuro reserva para Dominic Sessa.

Jacob Elordi (Saltburn)
Jacob Elordi é cool (e lindo) sem precisar se esforçar neste filme. Seu personagem, Felix, vem de uma família com MUITO dinheiro e sempre teve tudo o que poderia desejar. É alguém muito atraente e seguro de si. Você quer ser ele ou estar com ele, e Jacob Elordi personificou perfeitamente esse tipo de personagem. O papel reforçou sua posição de “menino branco do mês” e deu origem a edições do TikTok que ficaram gravadas em minha mente. Há muitoa discussão em torno do filme, seja pelas cenas chocantes ou pelo discurso em torno de classes, mas uma coisa que você não pode negar é o quão lindo o resultado é. Não só isso, mas também é divertido e dá vontade de festejar (e acho que todos nós merecemos um pouco de diversão agora).


One of my best experiences during the Toronto International Film Festival this year was meeting people from different parts of the world, whether they are from large media outlets or independent critics, like me. Ann-Chloé Mentor and I were colleagues in the festival’s Media Inclusion Initiative, a project that promotes a more diverse profile of film critics to TIFF. Originally from Canada, Ann-Chloé realized she was interested in media after joining Leeds Student Television during her semester abroad at the University of Leeds, UK. When I asked her to write a brief introduction for this column, Ann-Chloé quickly revealed that her entire personality was formed by the High School Musical trilogy and Bratz, and that she envies anyone who loves horror or “art hoe” movies, as she considers herself someone “very simple” in terms of the films she likes, something that, according to her, is reflected in the list of performances chosen below. Many thanks, dear Ann-Chloé!

Renée Zellweger (Bridget Jones’ Diary)
Bridget Jones’ Diary is my all-time favorite movie, and my first pick in my top 4 on Letterboxd. As a hopeless romantic, it only makes sense for me to pick at least one rom com for this list. One of the best parts about Renée’s performance, which I think most can agree on, is how she was able to master the British accent. I think she happens to be one of the rare cases where you can confidently say that an American successfully attempted a British accent. My favorite thing about Bridget is how weird and relatable she is. She’s terrible at public speaking, doesn’t really think before she speaks yet that’s a part of her charm (Mark would seem to agree as he likes her just the way she is). Even though she plans to make better life decisions, I like that she owns up to the fact that she’s a bit of a weirdo, who sometimes happens to make blue soup. I think why this character means a lot to me is because, I personally feel like I’m a bit weird sometimes, and I like the idea of having people around you that like you just the way you are, weirdness and all.

Dominic Sessa (The Holdovers)
From the first few seconds into this movie, I knew I was going to enjoy it. A lot of movies that take place in the past sometimes take you out of the story because of how modern our technology has become, and how high quality the cameras are. In this case, the graininess of the film gave the film a very authentic feel to me. Dominic Sessa gave a fantastic performance in this film. What shocked me the most was the fact that this was his debut performance. I guess he happened to be at the right place at the right time. It’s easy to attach big names to a project because you know it will sell; however, I think this film really shows that we should give more chances to ‘nobodys’. The Holdovers will definitely be a part of my holiday rotation from now on and I’m excited to see what the future holds for Dominic Sessa.

Jacob Elordi (Saltburn)
Jacob Elordi is so effortlessly cool (and gorgeous) in this film. His character, Felix, comes from A LOT of money and has always had everything he could possibly desire. Someone that is very attractive and sure of himself. You either want to be him or be with him. Jacob Elordi perfectly showcased this type of character. This role reinforced his position as “white boy of the month” and gave birth to TikTok edits which have stayed engrained in my mind. There is a lot of discourse around this movie, whether it be due to the shocking scenes or the discourse surrounding class, but one thing you can’t deny is how gorgeous this movie is. Not only that, but it’s also just fun and it makes you want to party (and I think we all deserve a little bit of fun right now).

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