
Oppenheimer leva cinco prêmios no Globo de Ouro 2024, incluindo melhor filme.
A temporada de premiações televisionadas começou com Oppenheimer disparando na frente. O longa de Christopher Nolan foi o grande vencedor do Globo de Ouro 2024 com reconhecimento em nada menos do que cinco categorias, incluindo melhor filme e melhor direção, o que não deixa de ser um balde de água fria para Assassinos da Lua das Flores, o trabalho mais marcante de Martin Scorsese nos últimos anos e que parecia chegar na temporada com uma força maior. A boa notícia é que, pelo menos, Lily Gladstone conseguiu garantir o prêmio de melhor atriz.
Estatisticamente falando, o Globo de Ouro deu um salto de 50% no aumento de sua audência comparado à última edição. É um bom indicativo para uma premiação que vêm sofrendo uma série de baixas, polêmicas e reestruturações. Entretanto, outra constatação me parece mais importante: a de que as escolhas dos votantes foram coerentes e sem um constrangimento sequer. Há coerência na lista de vencedores e até mesmo a grata surpresa de ver Anatomia de Uma Queda conquistando a estatueta de melhor roteiro. Raramente o Globo de Ouro consagra filmes de língua não-inglesa nessa categoria, consequência direta da expansão e internacionalização do corpo de votantes.
O que acabou afundando o Globo de Ouro 2024 foi a falta de ritmo e, principalmente, a escolha de Jo Koy como apresentador. O comediante foi de mal a pior com suas piadas, causando constrangimento na plateia — e não daquele tipo proposital à la Ricky Gervais. Antes que possam culpar a organização do prêmio, como se esse problema fosse exclusivo do Globo de Ouro, volto a defender a tese de que o ofício de apresentador de premiações vem se tornando cada vez mais obsoleto. Há muitos anos, não vemos um host digno de nota, e isso se estende a Oscar, Emmy, SAG, Grammy, etc. É um problema crônico que precisa ser revisto por todos.
Confira abaixo a lista de vencedores:
CINEMA
MELHOR FILME DE DRAMA: Oppenheimer
MELHOR FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL: Pobres Criaturas
MELHOR ATRIZ EM FILME DE DRAMA: Lily Gladstone (Assassinos da Lua das Flores)
MELHOR ATOR EM FILME DE DRAMA: Cillian Murphy (Oppenheimer)
MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL: Emma Stone (Pobres Criaturas)
MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL: Paul Giamatti (Os Rejeitados)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Da’Vine Joy Randolph (Os Rejeitados)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Robert Downey Jr. (Oppenheimer)
MELHOR DIREÇÃO: Christopher Nolan (Oppenheimer)
MELHOR ROTEIRO: Justine Triet e Arthur Harari (Anatomia de Uma Queda)
MELHOR ANIMAÇÃO: O Menino e a Garça
MELHOR FILME DE LÍNGUA NÃO-INGLESA: Anatomia de Uma Queda
MELHOR TRILHA SONORA: Ludwig Göransson (Oppenheimer)
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: Billie Eilish e Finneas O’Connell, por “What Was I Made For?” (Barbie)
MELHOR REALIZAÇÃO CINEMATOGRÁFICA E DE BILHETERIA: Barbie
SÉRIES, MINISSÉRIES, ANTOLOGIAS E TELEFILMES
MELHOR SÉRIE DE DRAMA: Succession
MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL: The Bear
MELHOR MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU TELEFILME: Beef
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Sarah Snook (Succession)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: Kieran Culkin (Succession)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL: Ayo Edebiri (The Bear)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL: Jeremy Allen White (The Bear)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU TELEFILME: Ali Wong (Beef)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU TELEFILME: Steven Yeun (Beef)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Elizabeth Debicki (The Crown)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Matthew Macfadyen (Succession)
MELHOR ESPECIAL DE STAND-UP: Ricky Gervais: Armageddon