
Direção: Rebbeca Miller
Elenco: Robin Wright Penn, Alan Arkin, Keanu Reeves, Maria Bello, Julianne Moore, Winona Ryder, Monica Bellucci
The Private Lives of Pippa Lee, EUA, 2009, Drama, 90 minutos, 14 anos
Sinopse: Pode-se dizer que Pippa Lee (Robin Wright Penn) tem uma vida excelente. Aos 50 anos, mora em uma boa casa, é casada com um brilhante editor 30 anos mais velho (Alan Arkin) e é mãe orgulhosa. Até o dia em que seu marido decide que está na hora da aposentadoria e de sair de Nova York. Para embolar de vez, ele também arruma uma amante, bem mais jovem do que ela. Mas as coisas realmente fogem ao controle quando ela começa a ter reações tão diferentes das que tinha quando levava uma vida pacata. E agora, seu mundo, sua vida tranqüila, sua família, tudo o que ela ama está ameaçando ruir.

Os problemas da vida de Pipa Lee (Robin Wright Penn) podem ser batidos, mas também são interessantes para um filme. Ela saiu de casa muito cedo e ficou sem rumo, tinha uma mãe viciada em remédios, casou com um homem trinta anos mais velho, não tem um bom relacionamento com a filha e ainda descobre que o marido agora está dormindo com outra mulher. Dependendo de quem dirigisse uma história dessas, daria um prato cheio. No entanto, quem comanda a situação é Rebecca Miller, uma aspirante a diretora de filmes femininos e intimistas.
Não vou mentir, Miller, talvez, tenha jeito para o negócio. Mas, infelizmente, não tem a habilidade de se desvencilhar do convencional. Foi assim com O Mundo de Jack e Rose e também com O Tempo de Cada Um. Ela tem boas intenções, mas nunca consegue se diferenciar de tantos outros filmes assim. O mais novo trabalho da diretora, esse A Vida Íntima de Pippa Lee, segue o mesmo esquema. A diferença é que o filme reúne um bom número de estrelas, formando o maior elenco que Miller já conseguiu reunir.
Basicamente, são os atores que validam o filme. Robin Wright Penn, como a protagonista, consegue bom resultado ao representar uma certa inércia de sua personagem. Alan Arkin, companheiro de cena da atriz, tem a sua aparição no cinema mais significativa desde que ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante por Pequena Miss Sunshine. Os outros atores, como Monica Bellucci (linda de morrer) e Julianne Moore, possuem aparições interessantes, mas muito corriqueiras e que são prejudicadas pela forma como o roteiro narra a vida da protagonista em curtos flashbacks.
A Vida Íntima de Pippa Lee, portanto, é um drama comum, daqueles que são até interessantes para um domingo chuvoso à tarde mas que não muda a vida de ninguém. Rebecca Miller, mais uma vez, ficou no meio do caminho e não conseguiu entregar uma obra diferente. Mas, ao contrário de outras colegas suas que se repetem incansavelmente com trejeitos (como exemplo, temos Nancy Meyers e a sua infinita reciclagem estrutural), Miller ainda tem, de certa forma, um estilo próprio. Mesmo que isso não signifique que ela consiga sequer ser digna de grandes elogios.
FILME: 6.5

Reinaldo, eu acho que ninguém precisa se esforçar muito para ser melhor que aquele trabalho óbvio da Bullock. Mas a Robin Wright Penn realmente merecia mais que ela…
Kamila, e o elenco é o maior atrativo do filme mesmo. Mais pelo conjunto mesmo, já que, individualmente, só a Robin e o Alan Arkin possuem destaque.
Thiago, eu gosto de “O Mundo de Jack e Rose”, só não acho que seja um grande filme…
Mayara, não tenha pressa em ver mesmo…
Vinícius, ela e o Alan Arkin valem o filme.
O que mais me interessa nesse filme é a elogiada atuação da Robin Wright Penn, pois de resto parece ser um tanto convencional.
Deve valer só pelo elenco mesmo. Vejo sem pressa! ;)
Essa Rebecca Miller tem talento mediano, tentei assistir dois filmes dela mas não dá. Ruim demais.
Opá, tudo bem? Nossa, fiquei curioso pra ver o filme, achei o elenco interessante e, além disso O Mundo de Jack e Rose é um dos filmes prefirosdos. Sei que não é uma grande obra do cinema, mas me conquistou mesmo assim.
adorei o blog! Até +
Eu quero ver este filme somente por causa do elenco! Vários atores e atrizes que eu gosto!
Pois é. O filme é isso mesmo. Uma história batida, porém de grande potencial, avalizada pelos atores. Contudo, o texto, vc há de convir, é muito bom. É impossível impedir a sensação de que foi mal aproveitado. Quanto a Robin, ela estava melhor do que Sandra e Meryl (as favoritas ao Oscar desse ano) o que fez valer o comentário de seu ex(Sean penn) na entrega do Oscar. Que uma grand eatuação havia sido deixada de fora. Muitos suspeitam que ele se referia a essa atuação. E vc?
ABS