Últimas Trilhas Sonoras

Antes de mais nada gostaria de comentar a minha ausência aqui pelo blog. O ano já começou a todo vapor na faculdade e ando cheio de tarefas. Por isso, as postagens aqui no blog vão acontecer nesse ritmo mesmo. Até pensei em abandoná-lo por uns tempos, mas decidi continuar postando só que em velocidade devagar. Sem falar, claro, que serão posts bem limitados, de resenhas de filmes e trilhas apenas. Nada de memes, especiais ou coisas do gênero. Não tenho muito tempo para dedicar a esses tipos de posts, sem contar que eles demandam mais dedicação e tempo de minha parte. Então, pessoal,  agradeço a compreensão de vocês. Qualquer coisa, estamos aí! Por enquanto, retorno ao meu relatório de Produção e Planejamento Gráfico e Editorial =P

Kill Bill – Volume 1, por Vários

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Tarantino é considerado um diretor pop por diversas razões. Uma delas é a trilha sonora de suas produções. Impossível não se contagiar com a enorme diversidade musical do álbum de Kill Bill – Voume 1. Tarantino faz questão de marcar as melhores cenas do filme com excelentes músicas e o conjunto final é maravilhoso. Desde o clássico confronto de O-Ren Ishii (Lucly Liu) e The Bride (Uma Thurman) ao som de Don’t Let Me Be Misunderstood até os memoráveis créditos iniciais com Bang Bang (My Baby Shot Me Down) ganham uma alma essencialmente cult. Uma coletânea para se ter em casa.

Frost/Nixon, por Hans Zimmer

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Começa de forma espetacular com a faixa Watergate e só mantem esse excelente nível durante toda a trilha. Hans Zimmer pode até pisar na bola de vez em quando com umas trilhas irregulares – como O Código Da Vinci, por exemplo – mas sabe realizar excelentes trabalhos como aqui em Frost/Nixon, outra trilha injustamente ignorada pelo Oscar. O maior mérito do trabalho de Zimmer é fazer com que a sua trilha funcione dentro e fora do filme, conquistando com seus arranjos originais e competentes. Merecia mais reconhecimento. Muito mais.

About Schmidt, por Rolfe Kent

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O trabalho de Rolfe Kent em As Confissões de Schmidt é bem eclético, acompanhando muito bem as inconstantes emoções do personagem. Quando Schmidt fica triste, a trilha fica melancólica; quando Schmidt se irrita, a trilha fica cômica. Esse é o grande mérito desse simples trabalho que conquista por causa de sua grande simplicidade. Tudo combina muito bem com o filme de Alexander Payne. Temos também uma faixa com a carta que o protagonista escreve para seu filho adotivo na África falando mal de sua família e sobre como é ruim envelhecer. Hilário… E triste também. Assim como o filme.

A Beutiful Mind, por James Horner

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Sou grande fã de James Horner – que tem trabalhos memoráveis como Titanic e Casa de Areia e Névoa. Nessa trilha de Uma Mente Brilhante, ele realiza outro trabalho muito bom, mas que não chega a ser um dos mais inspirados. É exatamente uma característica sua que atrapalha o resultado do álbum – Horner, na maioria das vezes, utiliza composições muito compridas. Se em alguns casos isso funciona muito, aqui nem tanto. São 75 minutos de trilha e chega a ser até difícil ouvir tudo, já que tem que ter muita paciência pra isso. Entretanto, de forma alguma isso desmerece essa boa trilha do compositor, que mais uma vez acertou. Mesmo que com pouco brilho.

The Passion of the Christ, por John Debney

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Na maioria das vezes, filmes envolvendo religião sempre inventam de colocar aqueles corais entoando melodias sacras na trilha. A Paixão de Cristo é um exemplo. Sou admirador desse filme de Mel Gibson – mas que vi uma vez só e não faço questão de ver novo porque sofri de tanta angústia o longa inteiro – mas a trilha sonora não funciona fora do filme. Dentro da história causa sim emoção, mas no cd soa banal, sem inspiração. Foi indicada ao Oscar de melhor trilha sonora e perdeu para Em Busca da Terra do Nunca. De certo os votantes a indicaram por causa das sensações que ela transmite durante a jornada de Jesus na película.

8 comentários em “Últimas Trilhas Sonoras

  1. Muito boa a selecção. Eu gostei de “a paixão de cristo” e quero ver “Frost/Nixon” mas o meu preferido é sem dúvida “Kill Bill”. Adorei o filme, adoro acção e também gosto muito dos actores que participam e acima de tudo sou um grandessíssimo fã de Quentin Tarantino, já vi “À prova de morte” e “Planeta Terror” e também gostei muito. Acho que a Uma Turman faz um grande papel. Só ainda não vi um filme dele que quero ver muito, “Pulp Fiction”, estou ansioso.
    abraço ;)

  2. Brenno, obrigado pelo selo! \o/

    Vinícius, eu adoro o trabalho de James Horner em “Uma Mente Brilhante”. O problema é que eu não vejo nada de brilhante ali =P

    Kau
    , realmente, a trilha de “Kill Bill” é espetacular!

    Charles, concordo contigo, a trilha do Hans Zimmer dá um bom impacto para “Frost/Nixon”

    Kamila
    , eu acho que a trilha do John Debney funciona PERFEITAMENTE com o filme. Sozinha não =/

    Pedro Henrique, é a minha favorita da lista também!

  3. Matheus, não sabia que tinhas passado no Vestibular. Que notícia maravilhosa! Você merece! Sorte e sucesso na faculdade! :-)

    Das trilhas comentadas por você a que eu mais gosto, sem dúvida alguma, é a de “A Paixão de Cristo”. Cada intervenção da música de John Debney é marcante e ele soube captar com perfeição todas as sensações que vinham das cenas do filme.

  4. Legal essa tua seleção, Matheus.

    Sou fã de carteirinha de todas as trilhas musicais do Tarantino. A minha preferida é a do Cães de Aluguel. Pô, esse cara garimpa muita coisa boa. Assim como gosta de tirar alguns bons atores esquecidos do limbo, ele também desencava muitos grandes hits que se perderam no tempo. Já o Hans Zimmer é demais. Se não fosse a trilha sonora dele, Frost/Nixon não teria o mesmo impacto…

    abs.

  5. Matt, permita-me discordar. Acho as trilhas de Uma Mente Brilhante e A Paixão de Cristo impressionantes. Daria, no mínimo, 4 estrelas para elas. E, óbvio, a de Kill Bill Vol. 1 é coisa de outro mundo!!!!!!

    Abs!

  6. Gostei muito da seleção de trilhas. Acho que minha favorita é a de “Uma Mente Brilhante”, inclusive tem uma composição em particular que acho brilhante – errrrrr… (só não lembro o nome agora). Também gosto das demais e concordo quanto “A Paixão de Cristo”.

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