
Direção: Isabel Coixet
Elenco: Ben Kingsley, Penélope Cruz, Patricia Clarkson, Peter Sarsgaard, Dennis Hopper, Sonja Benett, Deborah Harry
Elegy, EUA, 2007, Dram, 107 minutos, 16 anos.
Sinopse: David Kepesh (Ben Kingsley) é um renomado professor de faculdade que se encanta por Consuela Castillo (Penélope Cruz), uma de suas alunas. Logo eles começam a namorar, apesar de David manter um relacionamento puramente sexual há mais de 20 anos com Carolyn (Patricia Clarkson). David aos poucos se apaixona por Consuela, mas sempre teme que a diferença de idade entre eles seja um empecilho.

“Isabel Coixet mais uma vez acerta na melancolia da vida para compôr uma história adulta e madura.”
Isabel Coixet é uma diretora de emoções, não de grandes filmes. Todas as histórias que ela conta são envolvidas por uma interessante melancolia e uma efetiva dramaticidade. Entretanto, seus filmes nunca passam de satisfatórios; não chegam a ser empolgantes ou de maior magnitude. É o caso, também, desse Fatal, longa mais maduro da diretora, que discursa sobre como o amor afeta as pessoas mais velhas e solitárias.
Na realidade, a diferença de idades entre o professor David (Ben Kigsley, ótimo) e sua aluna Consuela (Penélope Cruz, boa, mas sem inspiração) é mero pretexto para uma história de isolamento de pessoas. David é um homem que, apesar de possuir uma relação de 20 anos sem compromisso com Carolyn (Patricia Clarkson), encontra-se sempre sozinho. Consuela é linda, mas não sabe o que fazer com sua beleza, e passa o tempo inteiro indo e vindo, com uma inquietude interior muito presente. O encontro entre os dois muda bastante coisa, mas a percepção que ambos têm um do outro difere. Ela gosta dele, mas não consegue aplicar os seus sentimentos para algo mais sólido. Ele é completamente cheio de afeto por ela, mas não demonstra isso. E, em diversas vezes, acaba por perdê-la por não demonstrar o que sente.
Fatal é um longa muito adulto, cheio de análises – e restrito por conta disso. É um pouco complicado entrar no mundo do longa, que possivelmente vai funcionar mais para paladares mais sensíveis e subjetivos. Assim como toda a filmografia da diretora Coixet. A diferença é que aqui ela não se utiliza de uma tragédia para criar o fio condutor de sua história, ao contrário de seus outros filmes. Em Minha Vida Sem Mim, tinhamos a mãe que sofre de uma doença e que em breve vai morrer. Em A Vida Secreta das Palavras, um homem sofre queimaduras e forma um laço sentimental com sua enfermeira. A tragédia aparece sim em Fatal, mas só no final. E isso é um erro, já que fica um pouco fora de contexto e não emociona da maneira como deveria. O filme acaba meio que repentinamene e sem grandes emoções – diria até que em um ponto baixo da projeção.
Tudo é muito tímido, carente de originalidade ou ousadias. Contudo, a diretora nunca deixa a qualidade cair. Sempre, durante toda a história, vemos uma história muito bem narrada em Fatal. O longa certamente possui defeitos, mas a habilidade da diretora em falar sobre sentimentos mascara fatos mais incomodativos que possam chamar a atenção do espectador. Os méritos do lado positivo do filme não se devem somente a ela. Ben Kinglsey realiza um excelente trabalho. Ele, que é um ótimo ator, encontra o tom certo para seu personagem e, num balanço geral, é o ponto alto. Sua companheira Penélope Cruz já teve momentos melhores e expõe sua personagem de forma simpática – mas com aquele seu terrível sotaque que parece fazer com que ela não seja uma boa atriz. O que não é verdade. Fatal, então, é simples. Não é o melhor filme da diretora e muito menos um marco na vida de qualquer um dos envoldidos. Mas só por sua maturidade já vale a pena ser assistido.
FILME: 7.0

Vinícius, concordo contigo!
Hugo, é legal assisti-lo, mas sem muitas expectativas…
Concordo contigo, um bom filme a ser assistido …
Todos nós temos noção de muitas das faltas existentes no nosso actual mercado do DVD. Há títulos importantíssimos que ainda não foram lançados.
O nosso objectivo não é culpar seja quem for.
Serve a presente rúbrica para chamar à atenção de uma dessas faltas: THE FALL em DVD. Aclamado por todo o mundo como um dos melhores filmes do ano, gostaria de apelar à sensibilidade dos actuais responsáveis pela indústria para o lançamento deste título em Portugal.
Sozinha, uma voz poderá não ir muito longe. Por isso, gostaria de contar com o apoio de todos os meus colegas da comunidade de blogs e sites de cinema em Portugal.
Muitas vozes, poderão certamente fazer-se ouvir.
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Gostaria que todos os interessados fizessem um post nos vossos blogs e sites com o título:
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«Todos nós temos noção de muitas das faltas existentes no nosso actual mercado do DVD. Há títulos importantíssimos que ainda não foram lançados.
O nosso objectivo não é culpar seja quem for.
Serve a presente rúbrica para chamar à atenção de uma dessas faltas: THE FALL em DVD. Aclamado por todo o mundo como um dos melhores filmes do ano, gostaria de apelar à sensibilidade dos actuais responsáveis pela indústria para o lançamento deste título em Portugal.
Sozinha, uma voz poderá não ir muito longe. Por isso, gostaria de contar com o apoio de todos os meus colegas da comunidade de blogs e sites de cinema em Portugal.
Muitas vozes, poderão certamente fazer-se ouvir».
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Muitas vozes, poderão certamente fazer-se ouvir.
Obrigado a todos.
Roberto F. A. Simões
cineroad.blogspot.com
Acho que o elenco é o aspecto mais interessante desse “Fatal”, especialmente a dupla de protagonistas. De resto, poderia ser um pouco melhor, apesar de ser um bom cinema… Abraço!